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As duas igrejas românicas da Correlhã que guardam a mesma história em silêncio

As duas igrejas românicas da Correlhã que guardam a mesma história em silêncioNa Correlhã, há um lugar onde o românico parece duplicar-se: duas igrejas medievais, lado a lado, como se o tempo tivesse deixado ali um eco em pedra.

A Igreja Paroquial de Santo Abdão, com os seus modilhões esculpidos, guarda a imponência discreta do século XIII; a pequena Capela de Santo Abdão, mesmo encostada à matriz, repete a mesma linguagem antiga, mais íntima, mais recolhida.

Este conjunto é um dos mais inesperados do românico limiano: dois edifícios que partilham a mesma devoção, a mesma época e a mesma pedra, mas que oferecem experiências diferentes. A igreja maior acolhe a solenidade das celebrações comunitárias; a capela, discreta, parece feita para a oração solitária, para o gesto pequeno e para a memória que se guarda sem testemunhas.

Entre a estrada, os campos verdes e o ritmo tranquilo da freguesia, as duas igrejas da Correlhã formam um cenário quase cinematográfico — um par de templos que sobreviveram às mudanças do mundo e que continuam a contar, em silêncio, a história medieval que moldou a identidade de Ponte de Lima.

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