Há um presépio em Portugal que não é apenas Natal: é teatro, escultura, emoção e génio. Foi criado por Machado de Castro, o maior escultor português do século XVIII, e continua a surpreender quem o vê no Museu Nacional que hoje leva o seu nome, em Coimbra.
O que torna este presépio tão especial? As figuras parecem vivas. Os pastores têm rugas verdadeiras, os anjos parecem suspensos no instante antes de falar, e até os animais carregam uma expressão que só um mestre conseguiria esculpir.
É barroco puro, mas com uma humanidade rara. Num país cheio de presépios tradicionais, este destaca‑se porque não conta apenas o nascimento de Cristo — conta a história de um povo, com rostos, gestos e emoções que parecem tirados das ruas portuguesas do século XVIII. Um presépio que não se vê: experiencia‑se.
O presépio da escola Machado de Castro na Sé de Viseu:
Outro exemplar pode ser visto na igreja da Misericórdia de Torres Novas:
Em Lisboa há dois: veja neste link
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