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Santa Clara de Santarém: o gigante gótico que resistiu ao desaparecimento do convento

A Igreja de Santa Clara, em Santarém, é um dos mais puros exemplos do gótico mendicante em Portugal. Monumental, austera e luminosa, é o último vestígio do antigo convento das clarissas e um dos espaços mais marcantes do património medieval português.

VER A igreja de Santa Clara em Santarém

A igreja foi fundada em 1259, no reinado de D. Afonso III, quando as clarissas se transferiram de Lamego para Santarém.
É considerada o maior templo gótico do núcleo histórico escalabitano e um dos monumentos mais emblemáticos da cidade.

Recebeu forte apoio régio da Rainha Santa Isabel e de D. Dinis, que financiaram grande parte da construção.

Nave central da igreja de Santa Clara em Santarém
Nave central da igreja de Santa Clara em Santarém

Património tumular na igreja de Santa Clara em Santarém

Túmulo gótico de D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III
Túmulo gótico de D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III
Túmulo gótico de D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III , antes do restauro da igreja de Santa Clara em Santarém
Túmulo gótico de D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III , antes do restauro da igreja de Santa Clara em Santarém

O interior guarda o túmulo gótico de D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III e freira do convento — uma peça de grande valor artístico, descoberta durante as obras de restauro.

Localização – Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral, Santarém

O templo ergue-se isolado, no espaço onde antes existia o grande convento (demolido no início do séc. XX).

Igreja de Santa Clara em Santarém, o melhor exemplo do gótico mendicante português
  • A rosácea e a volumetria exterior são impressionantes para fotografia.
  • O interior, austero e luminoso, revela a escala monumental da arquitetura religiosa feminina medieval.
  • O túmulo de D. Leonor Afonso é uma peça rara da escultura tumular gótica.

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