O Galo na catedral de Leon em Espanha incluído nas pinturas do panteão dos Reis em referência à traição de Pedro antes da morte de Jesus de Nazaré.
Lucas descreve a crucifixão no Lugar da Caveira e apresenta Jesus oferecendo perdão aos seus executores — um gesto que sintetiza o coração teológico do seu Evangelho: misericórdia, compaixão e salvação universal.
O galo que aparece nas pinturas românicas de San Isidoro não pertence ao ciclo da Crucifixão, mas sim ao ciclo da Paixão anterior, ligado ao episódio das negações de Pedro.
Onde aparece o galo no Panteão Real
Nos frescos do Panteón de los Reyes (a “Capela Sistina do Românico”), o galo surge:
- na cena do “Arrependimento de Pedro”, imediatamente após as três negações;
- colocado num ponto alto da composição, como sinal visual do cumprimento da profecia de Cristo (“antes que o galo cante…”);
- funcionando como marcador narrativo para o público medieval, que reconhecia instantaneamente o episódio.
As fontes descrevem que o Panteão contém três grandes ciclos — Natividade, Paixão e Ressurreição — e o galo aparece dentro do ciclo da Paixão, mas não na Crucifixão.

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