O retábulo na Sé Velha de Coimbra é uma obra-prima do gótico flamejante, que contrasta com a sobriedade românica do edifício e revela a riqueza artística da catedral ao longo dos séculos.

✨ Contexto histórico e artístico
- Localização: Capela-mor da Sé Velha de Coimbra, também conhecida como Catedral de Santa Maria de Coimbra.
- Estilo: Gótico flamejante, com forte influência flamenga.
- Autores: Escultores flamengos Olivier de Gand e Jean d’Ypres, ativos em Portugal no início do século XVI.
- Material e técnica: Madeira entalhada e dourada, com policromia e elementos escultóricos de grande detalhe.

- Retábulo primitivo: Encomendado pelo Bispo D. Miguel Salomão no final do século XII, era dedicado à Virgem e feito de madeira revestida a prata dourada.
- Transformações posteriores: No século XVI, o retábulo atual substituiu o anterior, refletindo o gosto renascentista e a influência flamenga trazida por artistas estrangeiros que trabalhavam em Portugal.

- Composição: O retábulo é dividido em vários nichos e painéis que representam cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria, com destaque para a Anunciação, o Nascimento e a Crucificação.
- Iconografia: Rica em simbolismo cristão, com figuras de santos, apóstolos e anjos, dispostas em composição vertical que guia o olhar para o centro litúrgico.
- 🏛️ Significado cultural
- Símbolo de transição: O retábulo marca a passagem do românico para o gótico e renascentista em Coimbra, refletindo a abertura da cidade às correntes artísticas europeias.
- Património nacional: A Sé Velha é classificada como Monumento Nacional desde 1910, e o retábulo é uma das suas peças mais emblemáticas.
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