A Igreja de Marvila em Santarém é um verdadeiro tesouro do estilo manuelino, com um interior revestido por painéis de azulejos do século XVII que a tornam única — muitos chamam-lhe mesmo a “Catedral do Azulejo”. A sua origem remonta à reconquista cristã, e acredita-se que tenha sido construída sobre uma antiga mesquita.
- A igreja foi construída sobre uma antiga mesquita islâmica, após a reconquista cristã de Santarém.
- Em 1147, D. Afonso Henriques doou o templo à Ordem dos Templários, marcando o início da sua importância religiosa e estratégica.

- Inicialmente chamada Santa Maria de Santarém, era a paróquia mais importante da vila medieval.
- Em 1244, foi elevada a igreja colegiada, o que lhe conferiu um estatuto especial dentro da hierarquia eclesiástica.
- O nome “Marvila” terá surgido por deturpação popular de “Nossa Senhora das Maravilhas”, uma imagem oferecida por São Bernardo no século XII.

- A igreja foi reconstruída em estilo gótico no século XIII, embora pouco reste dessa fase.
- A grande transformação veio no século XVI, sob o patrocínio de D. Francisco de Almeida, Vice-Rei da Índia, que a reformou em estilo manuelino — incluindo o portal principal, os arcos e a torre.
- Após o terramoto de 1531, houve nova intervenção, desta vez com traços renascentistas, que moldaram o interior como o conhecemos hoje.

- O que mais impressiona são os azulejos do século XVII, que cobrem as paredes com padrões geométricos e florais — razão pela qual é apelidada de “Catedral do Azulejo Seiscentista”.
- Também possui um órgão de tubos do século XIX, que acrescenta à sua riqueza patrimonia
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O Jardim Portas do Sol em Santarém – Portugallook



