O Solar dos Carneiro da Grã-Magriço — também chamado Casa da Quinta de D. Benta — é uma joia arquitetónica e histórica localizada na freguesia de Balazar, no concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto.
Embora o nome local sugira uma ligação à União das Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai, a origem do solar está associada à família Carneiro da Grã-Magriço, com raízes profundas na região.

Destaques históricos do Solar dos Carneiro da Grã-Magriço na Póvoa de Varzim
- Construção e origem: A propriedade foi adquirida por Manuel Nunes Rodrigues, marido de D. Benta, que mandou construir a Capela da Senhora da Lapa, onde foi sepultado.
- Estilo arquitetónico: O solar e a capela apresentam traços do estilo rococó, com destaque para o brasão da família, que foi danificado durante a Primeira República.
- Legado familiar: O filho de D. Benta, Manuel Carneiro da Grã-Magriço, foi vereador na Póvoa de Varzim e responsável pela construção da Casa dos Carneiros, hoje sede do Museu Municipal de Etnografia e História.

A família Carneiro da Grã-Magriço tem raízes profundas na região de Balazar, Póvoa de Varzim, e está ligada a várias figuras notáveis da história local e nacional. Vamos explorar alguns dos seus traços mais marcantes:
- A linhagem remonta ao século XVII, com Manuel Carneiro da Grã Magriço, que se casou em 1699 com D. Paula de Sousa Barbosa. Ele era natural do Couto de Arentim, perto de Braga, e ela de Meixedo, próximo de Viana.
- A família estabeleceu-se em Balazar, onde construiu o Solar dos Carneiro da Grã-Magriço, também conhecido como Casa da Quinta de D. Benta.
- Manuel Carneiro da Grã-Magriço, filho de D. Benta, foi vereador na Póvoa de Varzim e responsável pela construção da Casa dos Carneiros, hoje sede do Museu Municipal.
- Joaquim Carneiro de Sá Grã Magriço, nascido em 1773, é outro membro importante. Casou-se com Ana Joaquina Macedo Faria Gayo Maia da Paz, ligando a família aos Macedo Gaio, uma linhagem influente.
Legado documental e genealógico
- A família é mencionada em estudos genealógicos e nobiliários, como os de Alão de Morais e Gayo, e aparece em arquivos históricos como os dos Condes de Azevedo.
- O livro Genealogias dos Carneiro da Grã e dos Costa Reis traça a evolução da família desde a Idade Média até ao século XVI, revelando aspetos sociais e económicos da época.
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