O Santuário de Santa Maria de Vagos, também conhecido como Nossa Senhora de Vagos, é um dos mais antigos e venerados locais de devoção mariana em Portugal, com raízes que remontam aos primórdios da nacionalidade.
A tradição conta que por volta de 1185, um navio francês naufragou na costa de Vagos. Os sobreviventes salvaram uma imagem de Santa Maria com o Menino Jesus e uma rosa na mão, escondendo-a num bosque para protegê-la de piratas e mouros.
E também se conta que a imagem foi milagrosamente revelada em sonhos a um lavrador corcunda, que ao encontrá-la foi curado. Em agradecimento, construiu a primitiva ermida no local onde hoje se ergue o santuário.

A igreja atual foi fixada no século XVI, com remodelações no século XIX e a torre sineira construída em 1960.
- Destacam-se:
- A imagem da padroeira do século XIV, em pedra calcária policromada.
- Retábulo do final do século XIX, com elementos anteriores.
- Azulejos da Fábrica Amarona de Ílhavo, aplicados em 1988.
- Imagens de Santa Inês e Nossa Senhora de Fátima ladeando o arco cruzeiro.

Memória da história do santuário de Santa Maria de Vagos
- Em 1200, D. Sancho I doou a ermida e as marinhas ao Mosteiro de S. Salvador de Grijó.
- A carta mais antiga conhecida data de 1190, quando D. Fernando Joanes e D. Maria Mendes doaram a vila de S. Romão à igreja de Santa Maria de Vagos
- O santuário é palco de peregrinações regulares, especialmente na segunda-feira após o Domingo do Espírito Santo.
- A devoção à Senhora de Vagos é associada a milagres de cura, proteção e intercessão, sendo um centro espiritual para fiéis da região.
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