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Quarta-feira, Março 11, 2026

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A Justiça de Sócrates

A Justiça de Sócrates – O espetáculo justicialista que nos é dado com o acompanhamento do chamado “processo Marquês” começa a criar uma nódoa no sistema e que é difícil de aceitar por quem defende o Estado de Direito.

É certo que tudo começou para impedir o ex-primeiro-ministro de se candidatar à Presidência da República contra Marcelo Rebelo de Sousa. É evidente e esclarecedora a atitude do “animal feroz” que deu o corpo às balas e veio de avião de Paris para aterrar em Lisboa e ser preso – a caminho de Évora – com as televisões à sua espera.

Infelizmente para nós todos os dois parágrafos acima redigidos marcam e definem um modelo de intervenção espetacular de quem devia ser discreto e atuar no rigor dos processos judiciais até para aferir do (eventual) crime praticado.

O cenário deste filme aponta para um fim, ou, como se dizia no antigo regime, qual então a “moral da história”? Ora aqui moral não há nenhuma, nem isso se deve pedir à Lei. Mas o enredo na neblina das notícias aponta para um homem muito rico mesmo desconhecendo-se a proveniência do dinheiro – coisa que caberá à Justiça explicar cabalmente no sentido (verificado) de condenar o ex.primeiro-ministro.

A Justiça de Sócrates

O ex-primeiro-ministro está a defender-se em Tribunal com todas as garras, coisa que todos fariam se nas mesmas circunstâncias e com a mesma capacidade económica. O homem é rico, vive como tal e tem orgulho nisso, daqui nascendo o que lhe apelidam de arrogante!

A arrogância desta figura justifica-se: o tribunal não o julgou mas já condenou na praça pública. E é na praça pública que Sócrates se está a defender mesmo quando intervém na sessão do tribunal. Contesta a instituição, desconsidera a capacidade jurídica de quem o acusa.

O ataque é a melhor defesa na Justiça de Sócrates

Deixando de lado a matéria de facto – Sócrates diria “mas que matéria de fato, coisa nenhuma! – insiste o ex-primeiro-ministro nas formalidade legais, nos incidentes que provoca e mesmo na provocação que assume como método de afirmação.

E neste aspecto, o “animal feroz” perde. É o único arguido da “operação Marquês” a optar pelo confronto no tribunal com o fato relevante de ser acompanhado por Zienal Bava – ex-PT – que se apressou no início da acusação a devolver 25 milhões de euros!

Outra questão ainda e que ninguém levantou até agora: Sócrates é o único ex-primeiro-ministro, único ex-líder partidário acusado de “ter metido a mão na massa”. Alguém acfredita?

Por Arnaldo Meireles

Cartoon in HENRICARTOON

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