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A Sala do Rei no Convento de Mafra

A Sala do Rei no Convento de Mafra é um espaço de grande valor histórico e artístico, originalmente usado para audiências reais e cerimónias como o tradicional “beija-mão” dos súbditos ao monarca.

VER A Sala do Trono na Convento de Mafra
  • Localização: Fica no piso nobre, junto ao torreão norte, onde estavam os aposentos do rei.
  • Pintura do teto: Obra de Cirilo Volkmar Machado, representa o Anjo Tutelar de Portugal rodeado por figuras simbólicas como sábios, ministros e eclesiásticos.
  • Frescos nas paredes: Pintados por Domingos António de Sequeira, ilustram as Virtudes Reais — como a Generosidade, a Paz e a Diligência.
  • Dimensões: A sala tem cerca de 18 metros de comprimento por 8 de largura, com janelas voltadas para o Claustro Norte.
  • Elementos decorativos: Inclui cadeiras cerimoniais criadas para a inauguração da estátua de D. José I em Lisboa, em 1775.
Coroa de Dom João V no Convento de Mafra
Coroa de Dom João V no Convento de Mafra

Convento de Mafra é uma Promessa régia: D. João V prometeu construir um convento se tivesse descendência. Com o nascimento da princesa Maria Bárbara em 1711, cumpriu a promessa.

  • Início das obras: A primeira pedra foi lançada a 17 de novembro de 1717. O projeto inicial previa um pequeno convento para 13 frades franciscanos, mas rapidamente se transformou num palácio colossal.
  • Arquitetura: O projeto foi liderado por João Frederico Ludovice, arquiteto alemão, e executado por Custódio Vieira, engenheiro-mor do reino.
  • Estilo: Barroco joanino, com influências italianas e germânicas. A basílica foi inspirada nas grandes igrejas de Roma.
  • Área construída: Cerca de 38.000 m², com mais de 1.200 divisões, 4.700 portas e janelas, e 156 escadarias.
  • Basílica: Possui seis órgãos históricos que podem tocar em simultâneo — um conjunto único no mundo.
  • Carrilhões: Dois dos maiores do século XVIII, com 120 sinos fundidos em Antuérpia e Liège.
  • Biblioteca: Uma das mais belas da Europa, com cerca de 30.000 volumes raros.
  • Memorial do Convento: José Saramago eternizou a história da construção no seu romance, destacando o esforço do povo e a opulência do rei.
  • UNESCO: Em 2019, o conjunto foi classificado como Património Mundial da Humanidade.

A SALA DO REI NO CONVENTO DE MAFRA

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