A Capela da Senhora da Guia na serra do Alvão – Segundo consta Camilo assistiu as famosas romarias da Senhora da Guia, e integra-a na sua obra, no Sexto conto da sua coletânea publicada em 1861 com o titulo” Doze Casamentos Felizes”.
A Capela de Nossa Senhora da Guia ergue-se numa das encostas do Alvão, sobranceira ao vale do Tâmega e é o palco de uma das maiores romarias do concelho.

Consagrada como padroeira do concelho em 1952, esta capela da Senhora da Guia envolve a devoção das gentes de Trás-os-Montes e do Minho, que religiosamente, todos os 15 de agosto, assistem à sua procissão e cumprem promessas ao redor da Capela.
Capela setecentista de arquitetura barroca que hoje existe foi construída na primeira metade do século XVIII, por devoção e voto dos senhores da Casa de Santa Marinha e da Casa do Mato, em Ribeira de Pena.
Foi seu construtor o mestre Lucquas Rodriguez, da Galiza, no seguimento do modelo da Capela da Granja Velha, então recentemente construída.
É um belo exemplar do barroco rural, com um portal encimado pelo nicho em que figura, em granito, a imagem da Senhora da Guia.
O pormenor arquitectónico mais significativo é precisamente aquele que encima a fachada, uma grande concha (vieira) em granito. Sabendo que o mestre construtor era galego, não é difícil conotá-la com a influência de Santiago de Compostela, cujo símbolo é, precisamente a concha.
No interior, para além do altar, recentemente restaurado, há que ter em conta o tecto, todo em granito, com caixotões sem figuração.
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