A Igreja dos Grilos no Porto, oficialmente chamada Igreja e Convento de São Lourenço, é um monumento histórico construída pelos jesuítas em 1577 apresentando um estilo maneirista e barroco, refletindo a influência jesuítica na arquitetura portuguesa.
Contexto histórico:
- A igreja foi erguida com forte oposição da população e da Câmara Municipal, mas os jesuítas conseguiram estabelecer um colégio com aulas gratuitas, que rapidamente se tornou um sucesso.
- Em 1759, com a expulsão dos jesuítas por ordem do Marquês de Pombal, o convento foi entregue à Universidade de Coimbra e, posteriormente, adquirido pelos Frades Descalços de Santo Agostinho, que ali permaneceram até 1832.
- Durante o Cerco do Porto, o convento foi ocupado pelas tropas liberais de D. Pedro, e o Batalhão Académico.
- Desde 1834, o conjunto pertence ao Seminário Maior, que ainda hoje ocupa o espaço.
Origem do nome “Igreja dos Grilos”:
O nome curioso vem dos Frades Descalços de Santo Agostinho, que vieram de Espanha e se instalaram inicialmente em Lisboa, no Sítio do Grilo. Lá, ganharam o apelido de “frades-grilos”, que acabou por ser associado à igreja onde estiveram no Porto.
Museu de Arte Sacra e Arqueologia
Atualmente, a igreja abriga o Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto, que possui um acervo notável de escultura religiosa dos séculos XIII-XIX, além de peças de pintura, iluminura, ourivesaria e arqueologia.
Almeida Garret na Igreja dos Grilos
Durante o Cerco do Porto em 1832, Garrett integrou o Batalhão Académico, que se instalou no antigo convento dos Frades Agostinhos Descalços, vulgarmente conhecidos como “Grilos”.
Enquanto esteve lá, Garrett frequentou a biblioteca do mosteiro e encontrou um manuscrito antigo que inspirou seu romance “O Arco de Santa Ana”, uma das suas obras mais emblemáticas sobre o Porto. Além disso, ele descreveu a igreja e seus arredores em várias passagens de sua obra, destacando a atmosfera histórica e cultural do local.
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