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A Capela do Palácio da Pena em Sintra

A Capela do Palácio da Pena em Sintra é um dos recantos mais fascinantes deste monumento histórico na região da Grande Lisboa. Originalmente, era a igreja monástica de Nossa Senhora da Pena, aberta aos fiéis até à extinção das ordens religiosas.

Capela do Palácio da pena em Sintra

O altar-mor da antiga igreja apresenta um retábulo de alabastro e calcário da região de Sintra, criado entre 1529 e 1532 pelo escultor francês Nicolau de Chanterene, por encomenda de D. João III.

Um dos destaques da capela é o vitral de D. Fernando II, datado de 1840, produzido na famosa oficina de vitrais da família Kellner, em Nuremberga.

Os vitrais da capela do palácio da pena em Sintra

Este vitral reflete não apenas intenções artísticas, mas também um simbolismo político ligado à construção do Palácio.

Capela do palácio da Pena em Sintra

A memória da capela

A história da Capela do Palácio da Pena remonta ao século XII, quando existia uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Pena. Mais tarde, no reinado de D. Manuel I, foi construído o Real Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, entregue à Ordem de São Jerónimo.

O terramoto de 1755 causou grandes danos ao mosteiro, deixando-o em ruínas. Apesar disso, os monges continuaram a utilizá-lo até 1834, quando as ordens religiosas foram extintas em Portugal, levando ao abandono do edifício.

Em 1838, D. Fernando II adquiriu as ruínas do mosteiro e iniciou a transformação do espaço num palácio romântico, preservando a capela original.

O rei, apaixonado pela arte e pela arquitetura, incorporou elementos neogóticos e manuelinos na renovação do edifício.

Hoje, a Capela do Palácio da Pena é um dos espaços mais emblemáticos do monumento, preservando a sua essência histórica e artística. É um verdadeiro testemunho da fusão entre história e romantismo.

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