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As muralhas do castelo dos Mouros em Sintra

  • As muralhas do castelo dos Mouros em Sintra – Este castelo também é conhecido como Castelo de Sintra e foi erguido sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da serra de Sintra, sobranceiro à actual vila.

Na ocupação muçulmana da Península Ibérica, a partir do século VIII, deram a esta região o nome de “as-Shantara”. Segundo os estudiosos foram eles os responsáveis pela primitiva fortificação da penedia, entre o século VIII e o IX, com a finalidade de proteger a vila e controlar estrategicamente as vias terrestres que ligavam Sintra a Mafra, Cascais e Lisboa.

O destino de Sintra manteve-se associado ao de Lisboa, que viria a ser reconquistada pelas forças de Afonso VI de Leão, para voltar ao domínio muçulmano em 1095, até se entregar em 1147, de forma voluntária e definitivamente, a D. Afonso Henriques primeiro rei de Portugal, na sequência da conquista das cidades de Lisboa e Santarém.

Visando o seu repovoamento e defesa, D. Afonso Henriques, doa a vila de Sintra e do seu termo a Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, recebendo foral em 1154.

Tendo sido ordenado os reparos e reconstrução do castelo e suas defesas, e dotando-a de um templo, a Igreja de São Pedro de Penaferrim. Tendo posteriormente sido remodelado e reforçado quer por, D. Sancho I, como por D. Fernando I na última metade do Séc. XIV, tendo o castelo sido assediado por tropas de Castela no contexto das chamadas Guerras fernandinas.

O castelo apresenta planta orgânica (adaptada ao terreno) com cerca de 450 metros de perímetro e 12.000 m² de área.

As muralhas do castelo dos Mouros em Sintra

As muralhas do castelo dos Mouros em Sintra são constituídas por uma cintura dupla, exterior e interior. A Leste ainda são visíveis troços da muralha exterior, onde se localiza a porta em rodízio de acesso ao recinto. O topo da muralha interna, ameada, é percorrido por adarve, sendo reforçada por diversas torres.

As muralhas foram executadas segundo a técnica da soga e tissão que se pode ainda observar no seu lanço mais bem conservado. Faixas silhares com aproximadamente 30–40 cm de altura, estão colocadas alternadamente em largura e comprimento.

Estas são intervaladas por curtas e estreitas faixas de pedras inseridas em argamassa. Esta técnica altera-se acima dos 4–5 m de altura, onde se passa a registar uma menor qualidade, fruto de uma segunda fase de construção. Num outro trecho das muralhas é visível a área de união entre as diferentes técnicas utilizadas, herança das diferentes fases de intervenção.

Além das muralhas ameadas, torres e adarves, o conjunto é completado por diversas rampas e escadarias de acesso. Um outro elemento digno de nota é a porta árabe em arco em ferradura.

A muralha apresenta cinco torres: quatro de planta rectangular e uma de planta circular encimadas por merlões piramidais, já sem vestígio dos dois pisos e do sistema de cobertura primitivos.

A torre na cota mais elevada do terreno, conhecida também por Torre Real, é acedida através de uma escadaria de 500 degraus. No período islâmico constituiu-se na alcáçova. No período cristão consta que lá terá vivido Bernardim Ribeiro, escritor português do século XVI.

Para visitar as muralhas da castelo de Sintra siga:

(38°47’34.56″N 09°23’19.60″W) Serra de Sintra – Sintra – Lisboa – Portugal.

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Por ©Daniel Jorge https://www.facebook.com/fotos.djtc

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