Terras do Sado do Alentejo ao Atlântico– O Rio Sado nasce na Serra da Vigia, em Ourique, a uma altitude de 230 metros. Percorre cerca de 180 km até desaguar no Oceano Atlântico, perto de Setúbal.
No seu trajeto, passa por localidades como Panóias, Alvalade e Alcácer do Sal. A partir de Alcácer do Sal, desenvolve-se um estuário separado do oceano pela Península de Troia, onde habita uma população de golfinhos roazes.
Curiosamente, o Sado é um dos poucos rios portugueses que corre de sul para norte, assim como o Rio Côa e o Rio Mira

O Rio Sado e o seu estuário são um dos ecossistemas mais ricos de Portugal, protegidos pela Reserva Natural do Estuário do Sado. A biodiversidade da região inclui uma grande variedade de fauna e flora, com destaque para:
- Golfinhos-roazes (Tursiops truncatus), a única população residente em Portugal.
- Aves migratórias e aquáticas, como flamingos, garças e colhereiros.
- Peixes e crustáceos, incluindo espécies como robalos, douradas e camarões.
- Vegetação característica, como sapais e dunas costeiras, que abrigam espécies endémicas.
A reserva desempenha um papel crucial na conservação destes habitats, garantindo um equilíbrio entre a natureza e as atividades humanas.
Terras do Sado – do Alentejo ao Atlântico
- Ourique: Onde o rio nasce, na Serra da Vigia.
- Alvalade: Um dos primeiros municípios que o rio atravessa.
- Alcácer do Sal: Um dos municípios mais conhecidos ao longo do rio, com uma rica história ligada ao Sado.
- Grândola – na freguesia de Azinheira de Barros e São Mamede do Sádão
- Setúbal – onde desagua no oceano Atlântico

O rio Sado não tem um grande caudal devido a vários factores, destacando-se dois: o clima mais árido do Alentejo onde se encontra a sua nascente; e o desnível, pequeno, entre a altitude da nascente e a altitude da foz.
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